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14/07/2011

Novo CD - Martim César


Canções que registram as imagens desse povo que ainda vive nos fundos de corredor, ou nos ranchos de beira de estrada. Tropeiros, alambradores, posteiros, esquiladores, bolicheiros, peões de estância, domadores. Personagens reais que o tempo insiste em apagar, mas não consegue. Basta um domingo de carreiras e lá estão eles. Nas margens das canchas retas, improvisando um jogo de tava e soltando seus versos onde a balaca de cada paisano é pura poesia pampeana. 'Não é só butiá que dá em cacho', 'Água que se queima o rancho' e por aí afora. E – de repente – já está na hora de mais uma penca... ainda hoje posso divisar nos caminhos da memória um Dom Segundo (já no fim da vida) mal e mal se segurando em riba do seu pingo e apostando os pilas, que trazia dobrados na guaiaca, com um 'gaucho' chamado Torquato Flores, mui conhecido por pajador e calavera. O coimeiro, finalmente dá por terminadas as apostas. O tempo parece que para nesse momento... os parelheiros aparecem no partidor... e – como acontece há mais de dois séculos nessas lonjuras da fronteira – ouve-se a frase famosa, que parece haver nascido com o primeiro campeiro, mescla de índio, negro e branco, que povoou estas bandas: 'Já se vieram!'.
Já se vieram!
Melodias e interpretação: Marco Aurélio Vasconcellos
Letras: Martim César Gonçalves
Arranjos: Marcello Caminha
Lançamento oficial: dia 27 de julho, teatro Bruno Kieffer, Casa de Cultura Mario Quintana – Porto Alegre – RS – 20:00

19/05/2011

Exposição "Encantamentos em Contas"


Apresentação da Exposição "Encantamentos em Contas" por Leyla Lopes.
Local: Bella Città Shopping
Passo Fundo/RS
Contatos: (53) 3028.9080 ou 9105 1159
Realização: MIX - Agencia da Arte & Ambientare

14/01/2011

Banda AGORA É PRA VALER

Divulgação da agenda Banda "AGORA É PRA VALER".


Quinta-feira - 10/02 - Na LUNA DE PRAIA, pós 23h45min.;
Sexta - No JOÃO GILBERTO Bar e Champanharia, pós 23h30min.;
Sábado - 12/02 na Associação Funcionários da CTMR, evento fechado, pós 23horas.
Domingo - 13/02 no BOMBAR, praia do Cassino.

10/11/2010

X ARTE: EXPRESSÃO E IDENTIDADE - INSCRIÇÕES

DATA LIMITE: 11 DE NOVEMBRO DE 2010
LOCAL: SEDE DO MAPP - CENTRO COMERCIAL ZONA NORTE 
AV. FERNANDO OSÓRIO, 20
HORÁRIO: DE SEGUNDA À SEXTA DAS 9H ÀS 18H
VALOR DA INSCRIÇÃO:  R$ 60,00     PARA ASSOCIADO R$ 25,00
ENTREGA DOS TRABALHOS: 16 DE NOVEMBRO DE 201

Maiores informações pelo email: folhadasartes@yahoo.com.br
ou pelos telefones:
(53) 3227 5914  (Mapp); (53) 3225 2926 / 9116 6460 (com Lilia)

04/10/2010

Arte

Sempre me pergunto: Até que momento somos considerados como artista, artesado é arte?
Visualizem o link:
http://www.stumbleupon.com/su/1ySe1w/justpaste.it/26c
Cal Lane

Eu gosto de trabalhar como advogado do diabo visual, utilizando contradição como um veículo para encontrar meu caminho para a imagem de empatia, uma imagem de oposição que cria um equilíbrio - em comparando e contrastando idéias e material.A manifesta - assim como um confronto uma série de "Industrial Doilies, puxando vida juntos industriais e domésticos, bem como as relações de forte e delicada, masculina e feminina, prática e frivolidade, ornamento e função. Há, portanto, uma relação secundária sendo exploradas aqui, do laço usado em cerimônias religiosas como casamentos, baptizados e funerais,
Com esta noção de oposições desejável que criou a estrutura de "fabricar". Neste laço corte I Estrutura mão aparando padrões em nove vigas, então construiu uma torre, simultaneamente macho e de adornos delicados. A metáfora de rendas mais me intrigou por suas associações de esconder e expor, ao mesmo tempo, como um véu para cobrir, ou lingerie para revelar. Ele também introduz um tipo de humor através do formulário de relações inesperadas. Como um lutador em um tutu, o absurdo de ter posturas extremistas opostos que há de reação e entendimento não racional, surge o debate racional na busca de como uma coisa define a outra por sua proximidade.
Meu novo trabalho tornou-se mais político, a conseqüência de viver num tempo de guerra e sentindo a culpa de um transeunte. Com a primeira parte política intitulada "Filigrana carro Bombing" Eu me concentrei em criar uma relação de imagens de mau gosto. Imagens de flores e "beleza", na forma de uma situação violenta e sensível. O aço esmagado do carro é cortado em finas rendas de criar uma cortina de perturbação e tristeza, um conflito de atração para o trabalho da fantasia e da atração de uma imagem horrível.Em minha mais recente exposição, intitulada "Crude", puxou junto a relação de Deus e do Petróleo. Embora as imagens são abertamente temas políticos lidar com as imagens qui não aponte para algo específico - eles simplesmente coexistem - eo que diz realmente depende da história do espectador. Este consiste o trabalho de uma série de latas de óleo que foram esfolados aberto sob a forma de uma cruz ou uma planta catedral gótica. As latas são então cortadas em ícones medieval cristão ou gosta. Belas, como o papel rasgado, a recortada borda do metal fina torna-se tanto uma imagem antiga e contemporânea, Assim atraente tanto para aqueles que se agarram à história, e aqueles que ignoram it.Along lado das latas são três tambores de óleo 45 litros. Os tambores são esfolados e desenrolado para criar uma superfície. A superfície é então puxado para cima a parede e corte em um múltiplo de imagens de tatuagens com os padrões de tecido aos símbolos religiosos e de perigo. A colagem de imagens criar uma guerra de símbolos que se tornam uma tapeçaria medieval-like.
Eu sempre fui interessado em abraçar a mesma coisa que me repele, a fim de entendê-lo: Eu prefiro fazer o sentido das coisas em ordem ou suspender (ou passar) Acórdão.
Extremos, embora contrário, tem efeitos semelhantes. O excesso de calor mata, e assim por frio extremo: o rigor extremo do amor saciedade raças, e tão extrema, ódio e muito violento tenta castidade, assim como licença demais.

George Chapman
Imagens:
 







23/09/2010

Fotos apresentação Maestro Giovani

Giovani Goulart













Giovani Goulart - piano, teclados e voz - apresenta-se com Paulo Roberto Lima no baixo, acústico e elétrico (músico integrante da Orquestra Música Pela Música), Gilnei Amorim na bateria (fez parte do cenário musical pelotense como integrante dos conjuntos Bento Motta Show e Santos), Jussanete Vargas na voz (musicista formada pela UFPel com passagens por diversas bandas de baile no RS e em Santa Catarina), Beto Lima no sax (músico do Exército, reformado, integrou vários grupos de baile do RS) e Paulo Velasco na guitarra e vocal (foi vocalista e instrumentista dos conjuntos de baile Os Velascos e Água da Fonte, e também assina a produção do espetáculo.
Show realizou-se dia 10/09/2010 João Gilberto - rua Gonçalves Chaves, 430.
Produção EMA Produções, PAulo Velasco.
Fotos: Rejane Botelho.

27/05/2010


O silêncio das xícaras

Helena Ortiz



Alguns contos de Helena Ortiz são de tirar o fôlego. A velocidade vertiginosa de que consegue dotá-los resulta da supressão primária de pontuações, conectivos e de tudo que poderia engordá-los. A ilusão de urgência torna-se homóloga àquela da sucessão ininterrupta de imagens, em vinhetas e videoclipes, mas só na rapidez. Em significado pode aproximar-se do fluxo de consciência, que buscava a representação do ponto de vista do indivíduo através do monólogo interior perdido, ou em conexão com outras ações. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, passeia pelas ruas de Londres desenvolvendo monólogo interior contendo personagens, tempos e espaços vários que fazem a estrutura do enredo. Nos contos vertiginosos de Helena o resultado é aturdir o leitor e despertá-lo para o mistério que está ali dentro, escondido, no turbilhão de palavras superpostas. É o caso de “Peluda”, um conto de meia página no qual, com pouquíssimos signos ou símbolos gráficos, conta uma bela história de amor entre uma mulher e seu gato e o prazer que os dois desfrutam em estar juntos. Gato real, mesmo, bichano de pêlo farto e sensualidade exaltada que se transmite ao texto sinuosamente, até molhar toda a página com o prazer que os dois desfrutam por estarem juntos, mulher e gato / gato e mulher, numa maravilhosa e farta, considerada transgressão, que deveria ser muito natural, pois que afinal somos todos animais. Tudo isto contado de um só fôlego, mas conservando a malemolência visceral dos felinos. Considero-o um dos contos mais eróticos que já li. Aliás, esse estilo descarnado de pingentes é a maneira dos cegos verem a realidade. E Helena, de certo modo, trabalha essa idéia como um depoimento sobre sua própria expressão literária, também veloz e instantânea, no conto a que deu o título de “Diagnóstico”, uma narrativa sobre alguém que, progressivamente estaria perdendo a visão. Ao contrário de Saramago, que mostra o drama coletivo vivido por uma sociedade de cegos, esta cegueira individual progressiva parece até uma benção, pois permite ao ser humano aprimorar novas formas de conhecimento da realidade e da sobrevivência. Uma circunstância que promove descobertas, até mesmo no processo criativo da literatura: “Nas retinas, o teclado permite certa contemplação para o único. Os olhos abertos não vêem as palavras, mas a clareza delas se espraia pelos dedos, pelos pulsos, impulsiona um exercício novo... Branco papel palavras precisas. Vão-se os acentos maiúsculas aspas travessões importa que escrevo e me entendes. O esforço não é mais para as palavras, que elas chegam claras e ainda são acariciadas ao som do dicionário. O esforço é a forma do registro. Hoje em dia você pode falar com o computador. Mas acontece que eu não falo. Escrevo.”

Não é um conto de amor, mas uma metáfora de recusa ao prosaico, ao banal da realidade de uma vida sem surpresas. Cultiva a clarividência a que se pode atingir através do escuro, da renúncia ao real, um dos enigmas que a autora persegue em sua trajetória poética.

Outro conto, desta vez não de amor, de terror, também representativo desse poder de transmitir o mistério que existe por detrás de palavras reunidas de maneira peculiar, invenção formal da narrativa de Helena, chama-se, não por coincidência, “Milagres”. O milagre da recuperação do amado perdido para a morte, e devolvido à vida pelo sonho, alucinação, fantasia ou coisa que o valha, maravilhosa sensação que transforma em natural um fenômeno impossível de acontecer no plano do real. É o que acontece à protagonista deste conto insólito, que concede ao leitor o privilégio de com ela compartir toda a alegria inicialmente desfrutada: quando ao abraçá-lo em pensamento, “primeiro como se fosse imaterial, mas na medida em que o ia acariciando se tornava cada vez mais palpável e nítido e de repente falou e então era como se fosse e até já era mesmo porque levantamos e começamos a viver nossa vida de antes.

Até que vieram as baratas.”

Deste momento em diante a narrativa transforma-se em legítimo exercício de terror e crueldade até o seu final , que não é muito longínquo, pois como todos os outros, o conto é curto e verossímil, e traz a marca de implacabilidade de muitas outras estórias de Helena Ortiz, uma contista que transfere para a prosa muito do seu estilo poético, curto, enxuto, mas profundo, não no que diz de maneira explícita, porque seu texto nunca é explícito, e nisto está a sua força. Em relances de clarividência atinge os mistérios que só podemos ver com olhos semicerrados. Assim como Sylvia Plath via a realidade sempre através de epifanias, milagres no ato de ver.

Márcia Cavendish Wanderley

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Helena Ortiz é poetisa, contista, cronista.

Nasceu em Pelotas, RS, e formou-se em Jornalismo no Curso de Comunicação.

É taquigrafa de profissão e desde cedo atuou no jornalismo escrevendo para jornais de Pelotas e depois Porto Alegre, para onde se mudou em 1985. Escreveu colunas para sManteve coluna de onde manteve colunas de crônicas.

Tem oito livros publicados, organizou a antologia de poesia Sete Vozes e dirige a Editora da Palavra.

Editou, de 1999 a 2005 o jornal impresso panorama da palavra, que seguiu virtual em www.panoramadapalavra.com.br e retornou em 2009 novamente impresso. Organizou durante cinco anos o Panorama da Palavra, evento de poesia oral do qual participaram cerca de 400 poetas, na Casa de Cultura Margarida Rey, em Copacabana, e depois no Teatro Candido Mendes, em Ipanema.

Organizou os concursos Panorama da Palavra – Prêmios Astrid Cabral e Marco Lucchesi e três recitais de poesia na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em homenagem a Federico Garcia Lorca, Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros, e inúmeros outros eventos em diferentes lugares do Rio de Janeiro.

Tem poemas publicados em várias revistas, jornais e sites de poesia e mantém o blog http://www.integradaemarginal.com/

Livros publicados:

Pedaço de mim (Ed. T& T, 1995)

Margaridas (Ed. Blocos, 1997)

Azul e sem sapatos (Ed. Blocos, 1997)

Em par (Ed. da Palavra, 2001)

Sol sobre o dilúvio (Ed. da Palavra, 2005)

Baseado em quê? 2009

O silêncio das xícaras (Ed. da Palavra, 2009)

Baseado em quê? Volume II

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

Dia 08 de junho/2010
Livraria Vanguarda
Rua Gonçalves Chaves, 374/2
(53) 3027-1234

Divulgação: Agência da Arte

Grande Hotel/Participe:

Grande Hotel/Participe:
Divulgue participe!
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